Moro cassado, primeiro voto

O julgamento do senador Sergio Moro (União-PR) no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) foi interrompido nesta quarta-feira após um pedido de vista da desembargadora Cláudia Cristofani, resultando em empate. Moro é acusado pelo PT e PL de abuso de poder econômico nas eleições de 2022. O TRE avalia o uso de recursos do Podemos durante sua pré-candidatura à Presidência para alavancar sua corrida ao Senado, além de suposto caixa 2 e uso indevido dos meios de comunicação.

Na sessão, o juiz José Rodrigo Sade votou pela condenação de Moro, citando a magnitude dos gastos na pré-campanha presidencial e seu impacto na campanha ao Senado. Já o relator Luciano Carrasco Falavinha reforçou sua posição a favor da inocência de Moro, argumentando que não foram comprovados abuso ou caixa 2. Ele comparou o caso com a cassação da ex-senadora Selma Arruda, salientando diferenças.

Se condenado, Moro poderá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caso absolvido pelo TRE-PR, os autores da ação poderão recorrer à Corte. Uma eventual punição resultaria em inelegibilidade até 2030 para Moro, com eleição suplementar no Paraná. No entanto, ele manteria os direitos políticos e poderia assumir cargos públicos não eletivos.

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